quarta-feira, 23 de novembro de 2011

“PAVÕES CLERICAIS"

Conhecemos o pavão como a ave que tem uma particularidade que lhe proporciona um jeito todo especial de ser – uma cauda longa que quando se abre em um leque multicolorido procura impressionar os outros da mesma espécie.
Há, porém muitos pavões que não são aves, mas, sim, pessoas.
No mundo clerical há muitos desses pavões.
Há alguns que usam mesmo de muita vaidade e exibicionismo, exibindo-se com sua cauda de autoritarismo. Outros fazem questão de mostrar sua cauda de intelectualismo e verborragia. Sentem muito prazer em ser chamados de Pastor, Reverendo, Dom, ou mesmo antes do Reverendo, pastor ou Dom, serem citados com Doutores ou Mestres (Mat. 23.6-7).
É fácil de enxergá-los, gostam de aparecer demonstrando suas próprias qualidades. Sentem muito prazer em estar no centro das atenções na mídia e na Net (Mat. 23.6). A necessidade de aparecer é imensa e proporcional à falta de humildade e generosidade. (Os. 6.6).
Defendem seus pontos de vistas dizendo defender a sã doutrina, mesmo passando de forma sem vergonha por cima da generosidade, da coerência e do amor cristão.
Usam com muita vaidade os paramentos clericais que muitas vezes se assemelham às caudas dos pavões, mas estão despidos do amor de Jesus. Alguns chegam até a mudar a voz quando estão paramentados (Mat. 23.5).
Mantêm um discurso moralista e homofóbico para “não serem queimados” diante das pessoas que costumeiramente elogiam esse discurso.
Mergulham numa falsa filosofia encharcada de fundamentalismo, moralismo, interesses pessoais, falta de amor e idolatria.
Não se preocupam com as prioridades do Reino, mas se ocupam com discussões tolas, com as quais Jesus nunca se preocupou. Ocupam-se mais em dar satisfação à sociedade moralista do que a Deus e o seu amor.
Sentem prazer em fomentar temas e discussões polêmicas com seus próprios irmãos e irmãs.
Deliciam-se em condenar a união homo- afetiva como abominável, mas jamais afirmam em público que o dízimo de um gay é abominável.  Creio até na possibilidade de alguns desses pavões na verdade serem pavoas enrustidas. Precisam sair dos seus armários, mas não são homens suficientes para tal.
É complicado saber que alguns desses pavões ou pavoas se dizem servo(a)s de Jesus, seguidore(a)s do seu caminho.
Cortar o rabo pode ser uma boa alternativa para essas aves clericais. Pelo menos não ficariam parecidos com um pavão, se aproximariam mais na aparência com um peru, uma galinha ou se alguns preferirem, um frango.
Nesse mundo animal, se é possível ser pavão, que haja também perus, galinhas, cavalos, leões, veados, etc.

Então,
Acolhemo-nos mutuamente com a bênção dos animais!
Amém.

Reverendo Israel Cardoso