sábado, 16 de fevereiro de 2013

Nota sobre modernidade, futuro, religião e juventude.

É em momentos crise que a humanidade se reinventa.
Quando jovens começa a passar por dificuldades em sua vida, essas que são necessárias para o desenvolvimento da sua maturidade e propicia as experiências, essas que ocorrem de uma forma mais frenética nessa idade, é comum os vermos desesperados, perdidos e desorientados. Quando um adulto se vê diante de problemas, ele lembrará das experiências e será mais sábio nas escolhas. E quando há dificuldades significa que algo está errado, geralmente é a própria pessoa que se dispõe a estar nessas situações. Geralmente é o dificultado o real motivo de sua incapacidade.
Dizem que quando se encontra primeiro livro, aquele que te abre janelas, é como o “primeiro amor”. Lembro do primeiro livro, meu primeiro amor, que nos meus 14 anos despertou em mim uma curiosidade, uma ânsia de estar presente em coisas além da minha realidade (sonho em morar em Marte, rsrs). Foi um presente, talvez esse tenha sido o motivo de sua real importância ou não. Um livro criticado, rejeitado por inúmeros segmentos da sociedade, principalmente a comunidade religiosa, um livro criticado por meu tio, religioso, brigou com minha mãe por estar lendo ele. Foi esse best-seller que definiu a minha trajetória. Conhecendo as gerações em suas características, digo que somente aos 14 experimentei algo que a atual geração busca cada vez mais cedo, tal curiosidade pelo mundo e por outros mundos. Sou experimentador de novas tecnologias, vivendo e buscando atualizações cada vez mais contínuas e rápidas.
A nova geração vive com essa modernidade, vive a mudança, vive a busca pelos direitos dos que a muito eram considerados diferentes. A maturidade dessa geração não a permite experimentar essas mudanças das formas mais sábias. A outra geração não está preparada para ver sua história ser ignorada, não está preparada para mudar de rumo, seguir um novo paradigma. Então, nessa total confusão o que pode acontecer?
Atualmente na experiência de um novo livro, me deparei em um diálogo onde um personagem, cavalheiro medieval, em afirmação própria de que não existe é indagado sobre como serve se não existe. O cavalheiro inexistente diz: “Com força de vontade e fé em nossa santa causa! Um personagem sem rumo, sem futuro e sem propósito, apenas seguindo um caminho que lhe foi imposto por seu passado. Nesse momento parei. É assim que a tradição vive atualmente?
Os jovens necessitam de tradição para entender seu passado, mas isso lhes é negado por suas escolhas e principalmente por sua modernidade, há uma ruptura no processo evolutivo. A tradição não quer entender as novas gerações, e o efeito é como um tiro que sai pela culatra, pois o que é negado não pode ser lembrado.
Enfim, estou eu imaginando o futuro, em todas as magnitudes, seja ela social, cultural, religiosa, política, educacional, evolucional, e tecnológica. Para onde caminharemos? Para onde iremos em um futuro sem religião? 
Geison Felipe C da Silva
Representante - Porto Velho/RO